O que é Endoscopia Digestiva Alta

18/06/2018 17:12:39

O que é?

A endoscopia digestiva alta, esofagogastroduodenoscopia ou popularmente conhecida apenas como endoscopia, é um exame que permite a visualização, através de uma câmera, da parte superior do trato gastrointestinal, composta por esôfago, estômago e duodeno (parte inicial do intestino delgado).

O encaminhamento para a solicitação do exame é bastante comum quando os pacientes se queixam de dores na região de estômago e início do intestino delgado.

Apesar de assustar a maioria das pessoas, por se tratar de um procedimento que introduz o endoscópio, a endoscopia não machuca e produz o mínimo de desconforto possível, uma vez que é feita sob sedação.

Além disso, o exame costuma ser bem completo, assim seus resultados são capazes de apontar diferentes direcionamentos de uma possível doença, como a sua localidade, categoria e também o grau de intensidade.

Para que serve?

O exame é comumente solicitado para diagnosticar ou tratar doenças que atinjam o sistema digestivo alto, que podem apresentar sintomas como: dores abdominais persistentes, náuseas, vômitos e/ou dificuldade de deglutição.

Esse exame também pode ser requerido para a retirada de objetos que possam ter sido engolidos acidentalmente ou, ainda, pode ser utilizado para a realização de biópsias da mucosa do esôfago, estômago ou duodeno, a fim de detectar doenças e condições.

Como é feita?

A endoscopia é um exame muito seguro e simples, tendo duração de 10 a 20 minutos. O exame consiste em 2 pequenas etapas: a sedação e a introdução do endoscópio. 

Sedação

Na realidade, a sedação é uma etapa que precede o procedimento. Assim que o paciente entra na sala de exame, ele será instruído a se deitar de lado. Na sequência um spray será utilizado na garganta, a fim de anestesiar a região, assim o reflexo do vômito é evitado.

Logo após, um sedativo de curta duração também é aplicado, normalmente de forma intravenosa, para que o paciente não sinta nenhum tipo de desconforto com a introdução do endoscópio.

Como é feita a sedação?

A sedação tem como principal objetivo impedir que o paciente sinta dores e desconfortos durante o procedimento.

Para isso acontecer, dois medicamentos podem ser utilizados: o Midazolam ou o Propofol. Ambos agem no sistema nervoso central, mais especificamente no sistema reticular ativador, que é responsável por nos manter acordado ou dormindo.

Assim, eles estimulam a sensação de sonolência e o sono, além de, ao mesmo tempo, também afetarem uma outra região: o sistema límbico, que é responsável pelas emoções.

Dessa forma, a sedação também estimula a sensação de bem-estar, sendo comum o relato desses sentimentos de relaxamento quando o paciente acorda.

Introdução do endoscópio

Após a sedação total do paciente, que costuma acontecer bem rapidamente, o exame é iniciado de fato. O médico, normalmente um gastroenterologista, introduz o tubo, que é super flexível, pela boca. O endoscópio possui uma câmera na sua extremidade, portanto logo após a introdução o médico já é guiado pelas imagens.

As imagens registradas pela câmera são transmitidas em tempo real para um monitor que fica ao lado do médico, assim o profissional não é só guiado, como também já pode ir identificando alterações nas mucosas do esôfago, estômago e duodeno.

Em caso do médico encontrar lesões suspeitas, é possível que uma biópsia seja realizada, ou seja, pequenos pedaços de mucosa serão retirados, em um processo totalmente indolor, para que, na sequência, um médico patologista seja capaz de avaliar a amostra.

Ao longo do exame, também podem ser encontradas lesões sangrentas. Se esse for o caso, o profissional pode cauterizar o local para que o sangramento seja contido. No exame, ainda é possível retirar objetos que tenham sido engolidos acidentalmente.

Durante o procedimento, também é comum que seja necessário a introdução de ar. Ela será responsável por “desgrudar” as paredes dos órgãos que estão muito juntas e assim, facilitará a visualização interna. Essa introdução de ar é feita pelo próprio endoscópio, que já possui tal mecanismo.

Endoscopia dói?

Por ser um exame que é realizado sob sedação, a endoscopia não dói. O paciente pode sentir um leve desconforto na garganta após o procedimento, mas que deve passar logo nas primeiras horas.

Quando deve ser feita

Esse tipo de exame normalmente é solicitado pelo gastroenterologista após o paciente se queixar de dores de estômago, dificuldade ou dor para engolir, queimação, vômitos ou quaisquer desconfortos em regiões onde os órgãos do sistema digestivo estão localizados.

Sua realização pode ajudar a identificar os motivos de sintomas sem causa definida, incluindo azia persistente, dificuldade de deglutição e sangramento.

Além disso, o exame também pode ser solicitado para pessoas que tenham histórico de câncer de estômago na família ou condições que propiciem o aparecimento da doença.

O procedimento ainda pode ser requerido para a detectar a presença da bactéria H. pylori, apesar de existirem outros métodos menos invasivos que podem confirmar ou não a suspeita.

Além desses já citados, também existem outros motivos pelo qual ela é indicada que, apesar de menos recorrentes, são igualmente comuns como os outros:

  • Investigar quadros de dor ou desconforto inexplicável no abdome superior;
  • Avaliar a gravidade da doença do refluxo gastroesofágico, que não responde ao tratamento clínico inicial;
  • Rastrear câncer em pacientes com diagnóstico prévio de esôfago de Barrett;
  • Investigar quadro de náuseas e vômitos persistentes;
  • Avaliar e possivelmente tratar quadros de sangramentos do trato gastrointestinal superior (como vômitos com sangue ou sinais de sangue digerido nas fezes, sugerindo o estômago como causa);
  • Investigar varizes de esôfago em pacientes com cirrose e/ou hipertensão portal;
  • Investigar quadros de anemia por carência de ferro sem causa definida;
  • Investigar quadros de dificuldade de engolir alimentos ou sensação de comida entalada no esôfago;
  • Remover um corpo estranho acidentalmente engolido;
  • Investigar a perda de peso sem motivo aparente;
  • Investigar a possibilidade do paciente possuir intolerância celíaca;
  • Avaliar gravidade da lesão do esôfago em pacientes que ingeriram soda cáustica, água sanitária (lixívia) ou qualquer outra substância corrosiva;
  • Avaliar cura ou evolução de pólipos, tumores ou úlceras encontradas em endoscopias anteriores.

Contraindicações

Não há nenhuma contraindicação para a realização dos exames. Porém, pacientes que possuam problemas respiratórios, neurológicos ou cardíacos devem informar os seus médicos.

Além disso, pacientes com histórico de alergia a medicações também devem ficar atentos e informar o profissional de saúde.


Fonte: https://minutosaudavel.com.br/endoscopia-digestiva-alta/